Política & Literatura: entrevista com Modesto Neto

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Site do Modesto Neto

O jovem estudante da Escola Educandário Padre Félix, Pedro Henrique Braga, me entrevistou na semana passada para um trabalho de sua escola. As nove perguntas feitas por Pedro, que tem somente 13 anos, mostra o seu interesse por assuntos considerados de “gente grande” e levanta questões fundamentais da política. Segue abaixo.

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Pedro Henrique Braga entrevistou na manhã desta quinta (26) o historiador, cientista social, escritor e militante político, Modesto Neto. As nove perguntas formuladas por Pedro Henrique trataram sobre a vivência do entrevistado no mundo da literatura, suas primeiras leituras, suas publicações e seus autores favoritos. O entrevistador também falou de política, ideologia e expressou suas impressões do atual cenário político nacional.

Modesto Cornélio Batista Neto, 26 anos, é historiador formado pela UERN onde foi membro do Conselho Superior Universitário (o CONSUNI), então presidido pelo Reitor Milton Marques de Medeiros, durante dois mandatos: 2011 e 2012. Modesto Neto também é cientista social e mestrando em Ciências Sociais (com ênfase em Ciência Política) pela UFRN.  Em 2007 publicou uma coletânea de poesias intitulada “Faces de um mesmo ser”, em 2009 uma nova coletânea foi publicada com o título “Escritos do Silêncio”. No ano de 2012 publicou pelo Clube de Escritores sua coletânea de crônicas: “Libertário”, com textos inéditos e outros que já haviam sido públicos em jornais. Sua pesquisa monográfica “O submundo da prostituição potiguar entre 1960 e 1970: relações de poder e histórias de vida” que tratava da história de vida de prostitutas entre as décadas de 1060-1970 foi publicada em 2016 pela editora paulista Barata Cichetto.

Em 2013 Modesto Neto e um grupo de militantes de esquerda oriundos do brizolismo se filiaram ao Partido Socialismo e Liberdade (o PSOL) a convite do professor da UFRN, Robério Paulino, que foi o candidato do partido ao Governo do Estado do Rio Grande do Norte na eleição de 2014.  Hoje Modesto Neto é membro do Diretório Estadual do PSOL no RN e dirigente da organização socialista Nova Práxis. Neste pleito de 2016, Modesto Neto é pré-candidato a prefeito de Angicos pelo PSOL.

Pedro Henrique: Como foi seu começo na literatura?

Modesto Neto: Eu comecei escrevendo poesia muito cedo. A professora Fatuca da Escola Estadual Joana Honório foi uma grande incentivadora e em 2007, há quase 10 anos, saiu meu primeiro livro que era de poesias. Em 2009 saiu o segundo, depois publiquei crônicas e minha monografia já por uma editora, foi por ai. Agora tô esperando sair um artigo meu que será publicado num livro de uma turma da universidade federal de Pernambuco, esse meu texto que vai ser publicado fala das manifestações de junho de 2013 quando houve muita mobilização e milhões tomaram as ruas contra o aumento das passagens de ônibus, eu participei desse processo e agora, alguns anos depois, vou publicar um longo artigo sobre esse recente episódio da história brasileira.

Pedro Henrique: Quais suas principais inspirações no mundo da literatura?

Modesto Neto: Minha mãe é professora aposentada de português e é especialista em literatura, então eu comecei a ter contato com o mundo da leitura muito cedo e no começo lia de tudo, gibi da turma da Mônica, sítio do Pica-Pau Amarelo de Lobato até as aventuras de Ivanhoé de Walter Scott que é um importante escritor escocês que inaugurou o estilo do romance histórico no século 19, mas na época, com 13 ou 14 anos, eu não sabia nem que existia a Escócia, eu só lia e gostava. Eu acho que essa coisa da inspiração é muito complicado porque eu sou um leitor eclético, mas digo com clareza que meus poetas favoritos são Fernando Pessoa, Camões, Shakespeare e Castro Alves.

Pedro Henrique: E sobre política. O que te motivou a entrar na política?

Modesto Neto: Na verdade todo mundo já nasce dentro da política, as condições para que uma criança possa vir ao mundo também são políticas porque precisa existir uma política de saúde, uma ética da saúde, um corpo técnico de profissionais que seguem regras e normas sanitárias que garantem que a criança venha com segurança a esse mundo. Então, a política está em toda parte: na escola, na universidade, nos hospitais, nas ruas. Mas, eu decidi militar politicamente porque a nossa cidade e o nosso país, do jeito que estão, não nos satisfaz, não nos representa e não nos serve, então a gente tem que mudar tudo isso e fazer uma coisa nova. Exemplo, a maioria do povo do Brasil gravita entre a pobreza e essa baixa classe média que é composta de trabalhadores que só tem carro e apartamento porque financiou pelo banco pra pagar em prestações a perder de vista, ai a gente olha o congresso e vê um monte de velhos ricos, corruptos e mentirosos, e, como esses ricos e poderosos vão representar os interesses do povo pobre e dos trabalhadores? Não vão. Não vão de jeito nenhum. Então, essa nossa democracia é uma porqueira, precisa de uma reforma profunda que coloque o povo de verdade dirigindo e liderando as coisas. Por isso que eu decidi entrar na política, para dizer diretamente pro povo que a gente precisa tomar as rédeas do nosso destino como povo e nação.

Pedro Henrique: Quais suas ideológicas políticas e suas principais opiniões?

Modesto Neto: Eu procuro ser um marxista, um socialista. O marxismo e o socialismo não é uma coisa que você simplesmente é, é uma prática que você precisa ter. Se um homem bate em sua esposa, discrimina homossexuais, é racista, pensa que as mulheres foram feitas para servi-lo, se ele se sente confortável e feliz enquanto come filé e o seu vizinho não tem o que comer, então ele não é um socialista, por mais que diga que é. Eu tenho algumas opiniões sobre algumas coisas. Exemplo: porque existe fome no mundo? O planeta terra produz alimento suficiente para alimentar duas vezes a população mundial que é mais ou menos 7 bilhões de pessoas. Mas, o alimento não é alimento, ele é mercadoria e se você não tem grana para comprar não precisa sequer entrar no supermercado.  Então, existe fome no mundo porque o alimento é transformado em mercadoria e eu acho que isso está errado porque no momento que o alimento é somente uma mercadoria o próprio direito a vida tá cerceado, as pessoas não sobrevivem sem alimentos. É por isso que eu defendo a reforma agrária e a democratização das terras.

Pedro Henrique: Quais as suas inspirações na política? Cite algumas pessoas que você admira.

Modesto Neto: São muitas. Leon Trotsky, Karl Marx, Walter Benjamin, Ernesto Guevara, Nelson Mandela, Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Florestan Fernandes, Plinio de Arruda Sampaio, Robério Paulino.

 

Pedro Henrique: Como você vê o atual momento político do Brasil?

Modesto Neto: O momento é de uma gravíssima crise que aponta um horizonte de retrocessos enormes e talvez incalculáveis. A presidente Dilma já fazia uma gestão muito ruim e distante dos reais interesses do povo, mas o afastamento dela colocou a frente do país o Michel Temer que é muito pior, é horrível, é péssimo, é um monstro contra o povo e seus direitos. A gente tem lutado por novas eleições porque o Temer não nos representa. A operação Lava Jato tem suas limitações que são muitas, mas nós estamos assistindo os principais quadros da república metidos até o pescoço com corrupção, muita corrupção. É preciso varrer esses caras da política, esse congresso e esse governo que são um lixo. Infelizmente os retrocessos com Temer são grandes e parece estão avançando: a reforma trabalhista só acaba com o direito dos trabalhadores, reduz o horário do almoço e salários para aumentar o lucro dos empresários. Será preciso uma grande mobilização que barre esses ataques porque só na rua vai ser possível, no parlamento o povo não tem nenhuma confiança.

Pedro Henrique: Quando adolescente você já pensava em seguir essa carreira de militante?

Modesto Neto: Em 2007 eu comecei a militar ainda no ensino médio, eu era redator de um jornalzinho do grêmio estudantil da Escola Estadual Desembargador Florestan Fernandes em Natal. Em 2009 na UERN fui eleito por duas vezes para o DCE como Diretor de Formação Política. Eu não tinha tanta clareza com 17 anos, mas na universidade as coisas ficaram claras e já sabia que aquilo era parte da minha vida. O movimento estudantil foi uma grande escola pra mim.

Pedro Henrique: Como você decidiu entrar no PSOL?

Modesto Neto: O PSOL é o único partido do Brasil que tem deputados federais e não tem sequer um filiado envolvido neste escândalo da Lava Jato. É um partido socialista que mostra que é possível fazer uma nova política sem os velhos métodos da política tradicional. O PSOL é um partido necessário e isso me fez ingressar nele.

Pedro Henrique: Qual sua maior luta?

Modesto Neto: A minha maior luta é a emancipação humana. Mas, para isso, a educação é um instrumento necessário e importantíssimo. Eu diria que a luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade é minha principal bandeira.

Pedro Henrique: Obrigado pela entrevista, Modesto, com certeza deu para conhecer um pouco da sua história. Pode deixar uma frase ou pensamento, fique à vontade.

Modesto Neto: Obrigado Pedro! Espero que tenha atendido as expectativas, Olha, tem uma frase do Victor Hugo que eu acho muito bonita: Utopia hoje, carne e osso amanhã! Mais uma vez, obrigado.

Robério Paulino se solidariza com servidores do IFRN que podem deflagrar greve

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Na manhã desta segunda-feira (27) a palavra de ordem mais escutada entre os funcionários públicos dos campi do IFRN no Rio Grande do Norte foi “greve”. Os técnicos-administrativos do IFRN se reuniram maciçamente hoje em Natal em uma plenária com mais de duzentos participantes.

O professor da UFRN e ex-candidato a governador pelo PSOL, Robério Paulino, esteve presente na atividade e se solidarizou com os técnicos que estão em greve desde o dia 13 de abril frente as negativas do Governo Federal em negociar ajustes salariais e outros pontos da pauta de reivindicações.

“Hoje o discurso de diminuição do Estado cresce, assim como cresce os ajustes do Governo para que se garanta ainda menos a educação pública. Se eles querem meter a mão no Estado, que metam a mão nos privilégios da classe política, aqui no IFRN não, aqui ninguém vai meter a mão porque esse será um período de muita luta”, falou Robério durante plenária com servidores do IFRN.

Modesto Neto participa de ato contra o PL 4330 em Natal

Na tarde desta quarta-feira (16) mais de 2 mil pessoas pararam a Avenida Salgado Filho em Natal (RN) em ato de protesto contra o Projeto de Lei 4330, o PL das Terceirizações que tramita no Congresso Nacional e visa ampliar o processo de terceirizações no Brasil, aumentando a precarização do mundo do trabalho e  rebaixando salários.

O ato foi convocado conjuntamente pelas centrais sindicais CUT, CSP-Conlutas, Intersindical, CTB e CMP, tendo inicio às 15h com forte concentração em frente à FIERN que resultou na paralisação do transito em uma das principais avenidas da cidade de Natal.

Movimentos sociais, entidades estudantis, coletivos de juventude e os partidos PT, PSOL, PSTU e POR estiveram presentes fazendo corro a luta contra o PL 4330. Os vereadores Sandro Pimentel, Marcos Antônio e Amanda Gurgel, assim como o deputado Fernando Mineiro e o ex-candidato a Governador, Robério Paulino, se fizeram presentes e registraram suas falas em defesa dos trabalhadores.

01O historiador e dirigente da Alternativa Socialista Nova Práxis, corrente interna do PSOL, Modesto Neto, que faz parte da direção do partido do socialismo e liberdade em Angicos, esteve presente e falou em nome de sua organização, a Nova Práxis. “Chega o momento dos movimentos sociais saírem da defensiva, chega o momento de irmos à luta e derrubarmos a PL nas ruas”, conclamou Modesto Neto.  “Passo firme contra o capitalismo, passo firme contra a burguesia, vamos a luta”, finalizou.

O ato percorreu foi encerrado ao lado do shopping Midway Mall por volta das 19h com as falas das principais centrais sindicais.

Após perder compostura, Senado perde o rumo

Josias de Sousa – Folha S. Paulo

Que acontece num país de opinião pública minimamente ativa sob uma conjuntura em que se misturam inflação alta, juros salgados, paralisia econômica, aumento de impostos, elevação de tarifas e corrupção desenfreada? Simples: não se fala de outra coisa. De fato, muito se fala da crise nas filas, nas esquinas, nas residências, nos escritórios. A exceção é o Senado. Ali, o assunto é outro.

Desde que voltaram das férias, no domingo, os senadores discutiam o rateio dos cargos na Mesa diretora. A coisa terminou em confusão, como se pode notar no vídeo acima. O tetrapresidente Renan Calheiros passou o trator sobre PSDB e PSB, partidos que ousaram votar contra ele na eleição para o comando do Senado. Na surdina, Renan providenciou para que as duas legendas fossem excluídas dos assentos a que teriam direito na Mesa, privilegiando os aliados.

Em resposta, Aécio declarou: “Vossa Excelência perde a legitimidade para ser presidente dos partidos de oposição nesta Casa”. Seguiu-se uma briga em que os dois acusaram-se mutuamente de desrespeitar a democracia. Poucas pessoas —talvez meia dúzia de brasileiros em 1 milhão— são capazes de entender e traduzir a atual situação político-econômica da democracia brasileira. Mas todo mundo sente os efeitos do descalabro. E não é preciso ir muito longe para verificar que a grossa maioria da sociedade enxerga o Senado como parte do problema, não da solução.

aécio x renan

Basta entrar em qualquer boteco —de bairro nobre ou da periferia— para perceber que a clientela não se enxerga nesta casa do Parlamento, que deveria ser a caixa de ressonância por excelência de um regime democrático. Na época em que ainda fazia pose de referência moral sem provocar risos, Lula estimou em 300 os picaretas do Legislativo. Na Era dos governos do ex-PT, descobriu-se que a banda ladra é maior. Sabe-se que nem todo mundo é bandoleiro. Mas 90% dos congressistas dão aos 10% restantes uma péssima reputação.

Contra esse pano de fundo, cabe perguntar: qual o panorama do Senado no momento? Ao reconduzir à presidência Renan Calheiros e todas as acusações que lhe pesam sobre os ombros —as antigas e as que estão por vir—, a maioria dos senadores demonstrou que o Senado perdeu de vez a compostura. Ao desperdiçar quatro dias debatendo o rateio de poltronas na Mesa, os senadores revelaram que o Senado perdeu também o rumo. Primeira e segunda vice; primeira, segunda e terceira secretarias; suplências A, B e C. Sakespeare devia estar pensando nisso quando disse: “Não há o que escolher num saco de batatas podres.”

Aécio e a tropa oposicionista fazem um bem a si mesmos ao peitar Renan e sua infantaria. O grão-tucanato fareja na movimentação do morubixaba de Alagoas a tentativa de solidificar a milícia parlamentar que lavará a jato um eventual processo de cassação por falta de decoro. Líder do DEM, o senador Ronaldo Caiado ousou dizer a Renan, do alto da tribuna, que o objetivo dele é mais ambicioso: “quer usar o Senado como parachoque para amortecer” um ainda hipotético pedido de impeachment contra Dilma Rousseff. Curiosamente, não houve governista que o contraditasse.

“Perderam a rua e querem levar tudo no tapetão”, afirmou Cássio Cunha Lima, líder do tucanato. “Vossa Excelência pode atropelar o PSDB e o PSB. Mas não irá atropelar o povo brasileiro. Não vai ultrajar nossa democracia. Não estamos mendigando cargos na Mesa. Queremos respeito à proporcionalidade construída nas urnas. Saiba Vossa Excelência que sua atitude terá consequências. O Brasil vai ver o desdobramento dessa manobra.”

Resta à plateia torcer para que venham mesmo as “consequências”. Não é de hoje que, no Senado, se briga e se fazem as pazes desavergonhadamente. Renan Calheiros já esteve na bica de ser cassado um par de vezes. Numa delas, viu-se compelido a renunciar à presidência para salvar o mandato. Suas desavenças foram sempre sucedidas de hediondas reconciliações.

Ninguém deseja para as brigas do Senado um epílogo de romance do século 19, época em que os insultos eram lavados com sangue. Mas convém não abusar da paciência dos botequins. A reiteração dos acordos, dos conchavos, das alianças potencializa a convicção, já tão disseminada, de que a política é o território da farsa. Junte-se a isso a falta de uma agenda e descobre-se o porquê de o Senado e seus protagonistas não serem levados a sério.

Eleições do Poder Popular em Cuba ocorrerão em abril

cuba eleições

Cuba – IELA – A ilha de Cuba já está com tudo pronto para mais um processo eleitoral que acontece no dia 19 de abril. Os trabalhos começaram em setembro do ano passado quando o Conselho de Estado criou as comissões de trabalho eleitoral nas províncias para garantir as bases organizativas e materiais do processo. Também foram assegurados planos de comunicação, transporte, segurança informática, urnas, murais e computadores.

Segundo Alina Balseiro, presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), tudo já está preparado no sentido de garantir eleições livres e seguras. Esse ano, os eleitores contarão com um novo sistema informático, que foi desenvolvido pela Universidade de Ciências Informáticas (UCI) e que deve trazer ainda mais confiabilidade aos dados.

Em todas as regiões de Cuba já foram definidos os lugares que servirão como espaço das eleições e também já foram capacitadas as pessoas que trabalharão no processo.

As assembleias populares que indicam os nomes dos candidatos acontecem de 24 de fevereiro até 25 de março. Para isso já estão definidos também os murais onde ficam afixadas as fotos e as biografias dos nominados para que todos possam conhecê-los e votar com segurança naqueles que melhor pode representar as comunidades.

As eleições cubanas não são como as eleições que conhecemos na democracia liberal, nas quais os candidatos são escolhidos pelas convenções partidárias e apresentados para as eleições a partir da propaganda eleitoral. Na ilha, as indicações dos nomes dos candidatos acontecem nas comunidades e são feitas em assembleia. Geralmente, os nomes indicados são daquelas lideranças que tem uma atuação mais sistemática na vida da comunidade, mas, qualquer cubano pode ser indicado. Não há uma lista partidária. É uma escolha direta da população. Depois de definidas as listas de candidatos, elas são afixadas em murais com foto e biografia para que todos possam conhecer os indicados de cada comunidade. Só depois, no caso em 19 de abril, é que haverá a eleição municipal, definindo assim os delegados do Poder Popular, saídos dos bairros por decisão popular.

Nesse processo do dia 19 de abril serão escolhidos os delegados de 168 Assembleias Municipais, para um período de dois anos e meio e, como tradicionalmente acontece, todas as urnas são fiscalizadas e guardadas por crianças. Essa eleições de abril são chamadas de eleições parciais, pois definem os delegados municipais. Já as eleições para a Assembleia nacional são chamadas de eleições gerais e elegem delegados com mandato de cinco anos, que atuarão em Havana, discutindo as questões nacionais.

Todos os delegados eleitos para as Assembleias de Poder Popular são obrigados a realizar reuniões periódicas na comunidade que os elegeu para prestar contas do seu trabalho. Essas reuniões também são assembleias livres e muito concorridas.

*Com informações do Grammna e Diário Liberdade.

Lula diz que ficou mais ‘maduro’ e ‘humano’ após cura do câncer

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Em mensagem postada nesta quarta-feira (4), Dia Mundial Contra o Câncer, em sua página no Facebook, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que prefere “falar de saúde a falar de doença”, mas que espera poder ajudar quem enfrenta tratamento semelhante ao que ele já foi submetido. “Posso dizer que virei um homem mais maduro, com mais sensibilidade e, principalmente, mais humano”, disse Lula.

O depoimento foi feito ao jornal espanhol “El Mundo”. “Uma coisa que eu aprendi com o câncer é que o paciente é muito importante no tratamento, que ele tem que ter muita disciplina. Nunca vai ser fácil, mas o paciente tem de saber que o resultado dessa disciplina será a continuação da vida.”