Após mastigar Dilma, Marco Maia janta com ela

 

Marco Maia, presidente da Câmara, tornou-se um personagem pendular –ou morde ou assopra. Não tem coragem suficiente para enfrentar. Mas também não tem covardia bastante para correr.

 

Na semana passada, o companheiro queria morder o Tesouro de Dilma Rousseff. Nesta terça (3), janta no Alvorada com a administradora das arcas. Vai à mesa num desses repastos em que não se sabe quem morde e quem é triturado.

 

Marco Maia levara à pauta de votações, na semana passada, um par de projetos onerosos. E Dilma: não é hora para “aventuras fiscais”. Sob crise, “não podemos brincar à beira do precipício.” O companheiro ficou quieto.

 

Nesta terça, antes de seguir para o Alvorada, mandou divulgar uma nota. O texto parece ter sido escrito por um comandante de navio inconformado com a existência do mar. O autor queixa-se das manchetes.

 

“Não é fácil contentar a todos, pois, se a Câmara vota apenas medidas provisórias é acusada de submissão ao governo e, se propõe uma pauta que não tenha 100% de propostas do governo, é criticada porque está votando contra o Planalto.”

 

No Legislativo, aprova-se ou rejeita-se. “Está votando” é lero-lero de quem não tem coragem suficiente para converter bravatas em votos. No Planalto, diz-se que Marco Maia não tem covardia bastante para fugir da condição de aliado “100%” porque quer cargos. Causa problemas porque foi desatendido. “Não é verdade”, diz a nota do mandachuva da Câmara.

 

Como se vê, entre facas e carnes sangrentas, o jantar do Alvorada promote.

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