Campanha a prefeito de Mossoró está indefinida

Com 18% de maioria sobre a vereadora e concorrente Cláudia Regina (DEM), a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) estaria com vitória assegurada à Prefeitura de Mossoró? Prego batido, ponta virada?

 

A resposta é simples: não. A campanha a prefeito de Mossoró está indefinida. A favorita Larissa Rosado não deve delirar e a 2ª colocada – Cláudia Regina (DEM) – não tem motivo para se deprimir.

 

A Pesquisa Blog do Carlos Santos/Instituto Consult apontou essa vantagem na pergunta Estimulada, com Larissa alcançando 46% de intenções de voto e Cláudia aparecendo com 28%. Na Espontânea, Larissa e Cláudia tiveram respectivamente 20,33% e 9,67% de intenções de voto. Maioria de Larissa chegou a 10,66%.

 

Os números divulgados hoje, na primeira pesquisa que afere a preferência do mossoroense na campanha 2012, não podem ser enxergados de forma precipitada. Com um pingo microscópico de bom senso, logo se identifica que esse estágio da corrida eleitoral é incapaz de projetar vitória de “a” e derrota de “b” daqui a menos de três meses.

 

Há uma favorita: Larissa. Do outro lado, uma disputante competitiva.

 

Em quase todos os ítens pesquisados que formam um retrato atual da disputa, Larissa Rosado leva vantagem (veja  boxe mais abaixo), revelando maior consistência do que Cláudia Regina. Isso é inquestionável, conforme os números do Instituto Consult.

 

Mesmo assim, é óbvio que a candidata governista não atingiu seu limite e naturalmente deverá sair no encalço da primeira colocada. Terá que errar bem menos e ir pro ataque com um marketing mais agressivo e eficiente.

 

Larissa tem a tarefa de tanger uma campanha basicamente de “manutenção” e “estabilidade”, pois está muito mais próxima do hipotético “pódio” do que a opositora. Se não cometer maiores deslizes, leva a melhor.

Importante assinalar o papel da pesquisa nesse contexto. Pesquisa não é oráculo. É pesquisa. Urna não julga. É urna. Quem julga é a Justiça, isso no campo institucional, na organização de Estado. Mas muitos crêem num ‘tribunal superior,’ posto noutra dimensão.

 

Estamos aprendendo a caminhar e a construir o que é ainda um simulacro de democracia. O caminhar tem tropeços inevitáveis. Essa arenga em torno de nomes, siglas, números e interesses inconfessáveis é apenas parte do enredo que ajudamos a escrever.

 

É  preciso, antes mesmo de produzirmos inimizades, insultarmos outrem ou julgarmos o trabalho alheio, uma compreensão mínima quanto ao que é pesquisa.

 

Pesquisa não faz previsão. Ela detecta intenção. E intenção é produto abstrato, volátil e mutável. O que é hoje, pode não ser amanhã. É como uma foto. Jamais existirão duas fotos iguais, por mais alinhadas que estejam duas ou mais máquinas fotográficas para esse fim.

 

Para detectar eventual doença num ser humano, não é preciso que sejam coletados dois ou mais litros de sangue do seu organismo. Uma gota é o suficiente ao diagóstico. Pesquisa é por aí: é uma amostragem. Não a confunda com um censo demográfico, que contabiliza todos os indivíduos de uma área específica.

 

De resto, tenha certeza: você pode até ter dúvidas, queixas e repulsas a pesquisas, mas seu candidato sabe bem sua força e o que elas representam. Sem elas, toda campanha é um vôo cego, carregado de “achismos”.

 

Ah, você acha que o adversário tem uma pesquisa falsa? Fácil de resolver: peça ao seu candidato para publicar a verdadeira. É infalível.

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