Eduardo Campos queixa-se do PT, Aécio tira casquinha

De passagem pelo Rio, o governador pernambucano e presidente do PSB Eduardo Campos queixou-se do PT. Disse que o petismo não retribui à altura o apoio que recebe do seu partido.  “No primeiro turno, o PSB foi o partido que mais apoiou o PT, mas só é notícia quando a gente não apoia”, disse.

 

Fez as contas do segundo turno: “O PT disputa em 17 cidades e nós os apoiamos em 11. Nós disputamos em oito cidades e só em uma o PT nos apoia, desde o primeiro turno, que é o município de Duque de Caxias (RJ). E esse apoio só veio por uma ação direta da Executiva Nacional do PT e do próprio presidente Lula. Isso é um fato real.”

 

Enquanto Eduardo reclamava no Rio do quase-ex-aliado, o presidenciável tucano Aécio Neves pedia votos para Jonas Donizette, o candidato do PSB em Campinas, que mede forças com o petista Marcio Pochmann. Aécio repetiu sob holofotes o que dissera a Eduardo pelo telefone. Em 2012, apoiou mais gente do PSB do que do PSDB.

 

“Nessas minhas andanças por 23 dos 27 Estados, eu coloquei mais 40 no peito do que 45 nesta eleição”, disse Aécio, referindo-se aos algarismos que identificam as duas legendas. No dizer do senador tucano, a aliança entre PSDB e PSB não é apenas eleitoral, mas “natural”.

 

Aécio deixou entreabertura a porta de 2014. Eduardo cuidou de encostá-la: “Recebemos o apoio do PSDB, no segundo turno, em Uberaba e Campinas. Somos gratos por isso. Essas parcerias vêm de algum tempo, não são feitas em função das próximas eleições” presidenciais.

 

No desmoralizado mundo da política, quando um ator ouve dizer ‘não cobiçarás o aliado do próximo’, acha que o estão autorizando a cobiçar todos os outros. Sobretudo aqueles que, como o PSB, já não são tão aliados assim.

 

Se algum partido do condomínio governista sentir-se “mais confortável” na oposição em 2014, disse Aécio, um reposicionamento “pode acontecer.”. Com cara mais de protagonista do que de coadjuvante, Eduardo prefere ir devagar com o andor: abertas as urnas do próximo domingo, convém “deseleitoralizar o debate político no Brasil”, afirmou.

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