Dirceu e Cia. pedem definição sobre as prisões

Supremo paradoxo: interessado em levar os condenados do mensalão à cadeia, o procurador-geral Roberto Gurgel pisou no freio e retardou a apreciação do pedido. Decididos a retardar o check-in nas hospedarias carcerárias, os réus despejaram sobre a mesa do ministro Joaquim Barbosa uma enxurrada de petições pedindo pressa na apreciação do pedido de prisão imediata.

 

Nas pegadas de um requerimento dos réus do Banco Rural, também o grão-petê José Dirceu rogou ao relator do mensalão que submeta o pedido de prisão ao plenário do STF antes do início do recesso de final de ano do Judiciário. O deputado João Paulo Cunha (PT-SP) requereu a mesma providência. Mimetizou-os Henrique Pizzolato, o ex-diretor petista do Banco do Brasil.

 

Entre a opinião do procurador-geral, o azedume da opinião pública, as manchetes dos jornais e a aversão de Joaquim Barbosa, os advogados preferem jogar o destino dos seus clientes no plenário do Supremo. No tudo ou nada que costuma caracterizar as decisões judiciais, os doutores parecem intuir que, numa eventual decisão solitária, o relator pende para o nada.

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