Auxiliares de Lula o tratam como babá de Dilma

LulaIntelectuaisRicardoStuckert

Lula é o sujeito mais fantástico que os assessores de Lula já conheceram. Uma dessas pessoas que levantam uma dúvida, respondem elas mesmas e, antes que você tenha tempo de dizer qualquer coisa, provam que você está redondamente enganado.

 

Nesta segunda-feira (21), esse Lula fabuloso reuniu-se em São Paulo com “intelectuais” latino-americanos e alguns subordinados de Dilma Rousseff: o assessor internacional Marco Aurélio Garcia, o ministro Celso Amorim (Defesa) e o presidente do BNDES Luciano Coutinho.

 

Nas franjas do encontro, auxiliares do ex-soberano no Instituto Lula deixaram-se seduzir pelos refletores. Falaram pelos cotovelos. O primeiro-amigo Paulo Okamotto disse que Lula não será candidato ao Planalto em 2014.

 

O nome do PT, disse Okamotto, será Dilma. “Vamos trabalhar por sua reeleição, para que a gente continue fazendo esse governo extraordinário…” Considerou natural que Lula se reúna com autoridades do governo Dilma. “O Lula nunca deixou de fazer isso. Ele sempre está debatendo, tentando construir política.”

 

Okamotto revelou que Lula prepara-se inclusive para viajar a Brasília. A exemplo do que fizera em 2011, no alvorecer do governo Dilma, vai articular-se com parlamentares governistas da Câmara e do Senado. Quer arrumar a casa.

 

Paulo Vanucchi, um ex-ministro que hoje atua como diretor do Instituto Lula, ecoou Okamotto: Lula não dispuratá o Planalto em 2014. Talvez em 2018, “se houver um acirramento das contradições, se houver uma crise nacional e ele despontar como um polo de consenso, para reaglutinar o país…”

 

No momento, Vanucchi esclareceu, Lula está preocupado em manter o PSB de Eduardo Campos e o PMDB de Michel Temer unidos em torno da reeleição de Dilma. “Lula vai jogar toda sua energia para a manutenção e consolidação da aliança entre PT, PSB e PMDB…”

 

Falando aos “intelectuais”, Lula disse-lhes que um dos “grandes desafios” que enfrentou ao deixar o Planalto foi o de “aprender a ser ex-presidente”. Tomado pelas palavras dos companheiros, Lula já encontrou o seu papel. Tornou-se babá de Dilma. Guia subordinados dela, acalma os aliados políticos dela, cuida para que Eduardo Campos não vire um problema para ela… Mais um pouco e Lula irá toda noite ao Alvorada para entoar cantigas de ninar para Dilma.

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