Aécio: ‘Vamos voltar quentes depois do carnaval’

Entrevista com o senador Aécio Neves (PSDB)

No gogó, o PSDB apoiou para presidente do Senado o governista ma non troppo Pedro Taques (PDT-MT). No escurinho das urnas secretas, mais da metade da bancada de 11 senadores tucanos engordou a vitória do protogovernista Renan Calheiros (PMDB-AL) em troca de um cargo na direção da Casa. Crivado de críticas, o senador e presidenciável Aécio Neves contabiliza os prejuízos.

 

“Lamento que alguns companheiros não tenham entendido a importância desse gesto”, disse Aécio em entrevista à repórter Maria Lima. “O PSDB, que tem um projeto de poder, não pode sucumbir a projetos pessoais menores.” Nesta quinta (7), a conjuntura ofereceu matéria prima aos antagonistas do governo: a inflação acumulada em 12 meses bateu em 6,15%. Porém…

 

Não havia em Brasília opositores para se opor. Com rivais assim, Dilma Rousseff não perde por esperar. Ganha. Mas Aécio avisa: “O governo que se prepare, vamos voltar quentes depois do Carnaval. Vamos fazer uma oposição cada vez mais qualificada, clara e firme.” Enquanto a Capital não treme, leia abaixo um resumo das declarações do senador:

 

– Renan e a adesão tucana: “Tomei a decisão que achei correta. Comecei a semana falando contra a eleição do Renan, pedindo que abrisse mão da candidatura. Fiquei muito feliz que 48 horas depois, na quarta-feira, os senadores do PSB, que não tinham se manifestado, acompanharam-nos nessa posição. Lamento profundamente que alguns senadores do PSDB não seguiram a orientação da bancada, apesar do apelo enfático que fiz. Eu conversei pessoalmente com o Renan e disse que ele ficasse à vontade em relação ao cargo na Mesa, que era irrelevante. Quando a eleição estava garantida, o Eduardo Braga me encontrou no plenário e disse que perderíamos a Primeira Secretaria. Eu respondi: me façam esse favor! […] Lamento que alguns companheiros não tenham entendido a importância desse gesto. O PSDB, que tem um projeto de poder, não pode sucumbir a projetos pessoais menores.”

 

– A ausência na tribuna: “Falar ou não no plenário, naquele dia, era uma bobagem, podia ou não ter falado. Mas se há uma responsabilidade na eleição de Renan é da presidente Dilma e do PT. Até o PMDB deu dois votos contra.”

 

– A Quarta-Feira de Cinzas: “Mas o governo que se prepare, vamos voltar quentes depois do carnaval. Vamos fazer uma oposição cada vez mais qualificada, clara e firme. […] É natural que na segunda metade do governo as críticas fiquem mais contundentes. Mas não é só no Parlamento. Fazer discurso no plenário não é o que repercute mais. Temos que ir para a sociedade, mostrar o pífio desempenho do governo na economia, descontrole da inflação, intervencionismo que afasta investidores e baixo orçamento na Segurança.”

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