Rio: PMDB espeta PT e Lula tricota com Cabral

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Se a trajetória de Lula ensinou alguma coisa aos políticos do seu tempo foi a não hesitar diante de uma eleição. Dispute. Perdeu? Concorra novamente. Facassou uma segunda vez? Levanta, sacode a poeira e dê a volta nas urnas. A menos, claro, que você seja um petista do Rio. Nesse caso, pense um par de vezes antes de cobiçar o governo do Estado ou uma prefeitura. A chance de Lula mandá-lo a escanteio é grande.

 

O PT fluminense já teve o palanque interditado em nome do apoio a Anthony Garotinho. Foi desligado da tomada para emprestar sua energia às pretensões de eleitorais e reeleitorais de Sérgio Cabral. Curvou-se às conveniências municipais de Eduardo Paes. Agora, o PT é convidado a abrir alas para a passagem de Luiz Fernando Pezão, o vice que o governador Sérgio Cabral deseja promover a titular.

 

Dois dias depois da divulgação de uma nota tóxica do PMDB contra os planos políticos de Lindbergh, Lula voou para o Rio. Foi visto de sorrisos e afagos não com o companheiro de seu partido, mas com o pemedebê Cabral. À tarde, chegaram juntos, de helicóptero, ao 14º Encontro Nacional do Morhan (Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase).

 

À noite, Lula foi jantar no apartamento de Cabral. Participou também do repasto o prefeito Eduardo Paes. Hora antes, o presidente do PT federal, Rui Falcão, dissera: a candidatura de Lindbergh é “pra valer”. Será?, perguntava-se em Brasília a nata do PMDB, reunida numa homenagem a José Sarney, no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice Michel Temer.

 

Nesse encontro, apurou o repórter, um cacique da tribo dos pemedebês disse para outro político da mesma etnia: Creio que os planos de Lindbergh começaram a ser mastigados no jantar servido no apartamento de Sérgio Cabral. Disse isso tendo a poucos metros de distância ninguém menos que Dilma Rousseff, um dos lábios célebres que foram à casa de Temer para o beija-mão de Sarney.

 

Presidente do diretório estadual do PMDB no Rio, Jorge Picciani, já nem mede as palavras. Dono de linguajar usualmente rude, o doutor faz questão de ser desagradável: “O discurso do Lindbergh é populista. Ele tenta dividir o Rio, como fez o ex-governador Anthony Garotinho. O Lindbergh faz um discurso calhorda”, disse Picciani, mirando abaixo da linha de cintura. Não é fácil, como se vê, a vida de um candidato petista no Rio.

 

 

 

 

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