PSDB quer saber quanto custou Dilma em Roma

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O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) protocolou na Mesa diretora do Senado um requerimento de informações dirigido ao ministro petista Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência). No documento, pede que sejam detalhados os gastos da viagem de Dilma Rousseff e de sua comitiva a Roma, para participar da missa inaugural do papa Francisco.

 

Ao fundamentar sua iniciativa, o senador diz que não faz reparos ao fato de Dilma ter prestigiado o papa. Incomodou-o uma anomalia: para cumprir uma agenda de compromissos de cinco horas, a presidente e seus acompanhantes passaram três dias em Roma. Ocuparam 52 apartamentos em “hotel luxuosíssimo”.

 

Citando uma cifra recolhida do noticiário, o senador tucano enfatizou que, apenas em hospedagem, a viagem custou ao contribuinte brasileiro R$ 325 mil. No dizer do senador, Dilma foi a Roma com uma “enorme caravana de turistas brasileiros”. A comitiva, por numerosa, deslocou-se pelas ruas da capital italiana em 17 veículos alugados –“ostentação sem igual”, disse Alvaro.

 

Ele comparou a delegação brasileira à missão dos EUA. Washington enviou a Roma o vice-presidente Joe Biden e alguns poucos assessores. Não recorreram à rede hoteleira. Hospedaram-se na embaixada americana.

 

A requisição de informações do Executivo é uma prerrogativa dos congressistas prevista na Constituição. A autoridade demandada é obrigada a responder. No seu questionário, Alvaro pergunta:

 

Quantas e quais pessoas fizeram parte da comitiva presidencial?; qual a missão e a função desempenhada por cada uma delas?; qual foi o custo global da viagem?; quanto custaram o transporte e alimentação da comitiva?; quantas aeronaves oficiais foram utilizadas?; quantos veículos foram alugados? qual a origem dos recursos destinados ao pagamento dos custos da comitiva? por que a comitiva não se hospedou na embaixada do Brasil em Roma?

 

A iniciativa de Alvaro Dias chega no mesmo dia em que a BBC noticiou o seguinte: em viagens internacionais de Dilma, escalas nas quais ela não teve nenhum compromisso oficial custaram à Viúva R$ 433 mil.

 

Estão incluídas nessa cifra despesas com hospedagem e diárias em escalas de viagens de Dilma e seu séquito à Ásia. Estiveram, por exemplo, em Atenas, na Grécia; em Praga, na República Tcheca; e em Granada, na Espanha. Ouvida, a Presidência alegou que foram “escalas obrigatórias de caráter técnico.”

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