Eduardo eleva tom das críticas a Dilma e ao PT

ImagemReunido na noite passada com um grupo de senadores, o governador pernambucano Eduardo Campos (PSB) caprichou nas críticas à gestão de Dilma Rousseff e ao PT. Em relação ao governo, espinafrou especialmente a política econômica. Quanto ao petismo, insinuou que a legenda não convive bem com o contraditório.

 

Para o presidenciável do PSB, a administração Dilma já compromete os fundamentos da economia. Além de não oferecer segurança aos investidores, põe em risco a estabilidade dos preços. Com isso, conspurca o crescimento do PIB e avilta o poder de compra das famílias brasileiras.

 

Eduardo avalia também que, sob Dilma, o governo negligencia movimentos econômicos internacionais que devem ter reflexos no desempenho das exportações brasileiras. Menciona o aprofundamento da parceria entre EUA e a União Europeia.

 

O governador fez essas avaliações num jantar servido no apartamento funcional do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), conhecido por dissentir do comando de sua legenda. Entre os presentes havia outros cinco senadores do PMDB: Pedro Simon (RS), Ricardo Ferraço (ES), Waldemir Moka (MS), Luiz Henrique (SC) e Cassildo Maldaner (SC). Lá estavam também Pedro Taques (PDT-MT) e Jayme Campos (DEM-MT).

 

No geral, os senadores concordaram com a análise que Eduardo faz da conjuntura. Era o segundo encontro político do governador no mesmo dia. Mais cedo, ele almoçara na casa do senador Gim Argelo (DF), líder do PTB e do bloco que inclui PR, PSC e PPL. Marcado por iniciativa de Armando Monteiro (PTB-PE), a reunião foi esvaziada. Eduardo identificou no vazio ao redor as digitais invisíveis do Planalto.

 

Na conversa noturna, fez-se também uma avaliação da cena política. Eduardo foi aconselhado a apressar os acertos com outros partidos. Concordou com o raciocínio de que, sendo menos conhecido que os outros candidatos, terá de guerrear pelo tempo de tevê e pelos palanques estaduais.

 

Lero vai, lero vem o nome de Aécio Neves foi mencionado na conversa. Havia generalizada simpatia pelo presidenciável do PSDB. Mas despejaram-se sobre a mesa um par de avaliações tóxicas: 1) o tucanato não consegue se unir; 2) falta a Aécio o que um dos presentes definiria mais tarde como “sangue nos olhos” e outro chamaria de “tesão”.

 

Eduardo Campos disse enxergar no projeto de lei que cria dificuldades para a fundação de novos partidos um sintoma de insegurança do Planalto e do PT. Ouviram-se menções à “hipocrisia” de Gilberto Kassab e do seu PSD, um recém nascido que ajuda no esforço para lacrar a maternidade.

 

Do modo como falou do PT, Eduardo Campos parece cultivar pelo partido de Dilma e do amigo Lula uma mágoa profunda. Dá a entender que, no esforço para retirá-lo da pista, o petismo joga com deslealdade. Alguém repisou, sob assentimento dos demais, a tecla segundo a qual há um certo enfado da polarização entre PT e PSDB.

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