Azeredo pede para ser visto apenas como bobo

Desde que se tornou uma condenação esperando para acontecer, o deputado tucano Eduardo Azeredo vem pressionando a mesma tecla: “Eu não sabia”. Ele sustenta que seu caso é análogo ao de Lula. Em conversa com o repórter Márcio Falcão, reiterou: “Minha situação é semelhante à do Lula. Ele foi presidente e houve problema no Banco do Brasil. Corretamente, não foi responsabilizado. Eu também não posso ser responsabilizado.”

 

Em 2005, quando Roberto Jefferson chutou o pau da barraca, Lula foi à tevê para declarar-se “traído”. Afirmou que jamais soubera das “práticas inaceitáveis” que conspurcaram seu primeiro reinado. Governador de Minas na época em que R$ 9,3 milhões migraram de cofres públicos para as arcas do seu comitê reeleitoral, Azeredo imita Lula com uma vantagem: ele poupa a platéia do pedido de desculpas.

 

A exemplo do Lula de 2005, esse Azeredo de 2014 não é o político que seus eleitores supunham. Compungido, revela que esteve no Palácio da Liberdade a passeio. Tomando-o a sério, não viu a manada de elefante$ que desfilou defronte do seu nariz. Agora, pede para ser visto como bobo involuntário, não como culpado espontâneo.

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